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A vida de um unicórnio

da vida

Na verdade não te amo, apenas gosto de uma maneira especial de ti. Sempre me disseram que o passado volta e tens sido a prova viva disso mesmo. Passaram-se 5 anos. Se me dissessem que um dia íamos voltar a falar, eu iria negar quanto mais voltarmos a fazer parte da vida um do outro. Os nossos destinos cruzaram-se novamente e estou confusa. Só sei que me fazes sentir miúda que me fazias sentir no nosso tempo de secundário. É irritante como me fazes sentir absurdamente feliz com a vida e eu ainda gosto mais de ti por isso. 

Insónias

Às vezes sinto que não pertenço aqui, sinto-me como se fosse uma nódoa numa camisa branca. E isso cansa-me e muito. Estou farta que digam que sou estranha só porque não estou rotulada para o mundo como os outros. Só porque não tenho necessidades de amar alguém ou só porque os meus objetivos de vida não passam por casar e constituir família. 

amar

Nunca amei ninguém, já gostei e já confundi um pseudo sentimento com o amor. Já usei a palavra “amo-te” como quem usa a palavra “olá”. Mas o amar verdadeiramente nunca senti. Nunca senti aquela necessidade de falar constantemente com a pessoa que gosto, das mensagens de bons dias e de boas noites. Nunca senti necessidade de demonstrar o meu gostar em público e de fazer altas declarações de amor. Nunca senti a verdadeira necessidade de estar numa relação “definida” e que fosse mesmo sério. Um dia, pode ser que ame alguém mas por enquanto fico-me pelo gostar.